A gripe suína chegou ao mundo em 2009, com muita velocidade , uma pandemia de gripe potencialmente perigosa, uma nova variedade de vírus A (H1N1). Os cientistas temem a possível chegada de uma cepa perigosa de vírus de gripe, pois há indícios de que estas cepas possam ocorrer ciclicamente, em períodos determinados. Esses temores envolvem o surgimento da gripe aviária na Ásia, há alguns anos, mas aquela não se configurou em uma pandemia.
Um surto de gripe transforma-se em pandemia quando um subtipo de vírus sem parentesco com os tipos em circulação se espalha de determinada área geográfica para outras regiões do planeta, com alta porcentagem de infectados e mortos, a gripe suína seguiu este critério. Os primeiros casos foram identificados nos Estados Unidos, em março de 2009, o número de casos tomou a proporção de epidemia no México, no mês seguinte e em junho a Organização Mundial da Saúde declarou que estavamos vivendo uma pandemia.
O vírus influenza A (H1N1), responsável pela pandemia, é uma variante surgida entre porcos, por isto tem o nome popular da doença, gripe suína e é o resultado da multação de vírus causadores das gripes humana e aviária. Análises recentes indicam que essa variante guarda grandes semelhanças com uma cepa de vírus identificada em porcos criados em fazendas da América do Norte, em 1998.
O microoranismo não se transmite pela ingestão da carne desse animal, do mesmo modo como ocorre com o vírus da gripe comum, a infecção se dá por via aérea, por particulas da saliva expelidas na tosse e no espirro dos indivíduos contaminados. Em grande concentração de pessoas, a transmissão é muito rápida. Por estas razões as epidemias anuais de gipe ocorrem no período de inverno de cada hemisfério, ocasiões em que as pesoas se reúnem em ambientes fechados.
A velocidade de transmissão deste vírus preocupou a comunidade médica mundial, pois apenas nos dois primeiros meses de monitoramento da doença, de abril a junho de 2009, o mundo já registrava mais de 29,6 mil casos da gripe suína, a maioria nos Estados Unidos e no México. Até a segunda semana de outubro, a OMS contabilizava quase cerca de quase 415 mil casos, com cerca de 5 mil mortes, em mais de 190 países. Estudos epimiológicos recentes demonstram que a gripe suína mata menos que a gripe comum, 0,2 morte a cada mil infectados para a A(H1N1) contra uma morte para a gripe sazonal.
No Brasil segundo o ministério da saúde, entre o fim de abril e meados de outubro , foram registrados ao todo 17.219 casos graves da gripe suína e 1368 mortes causadas pela doença, a taxa de mortalidade média no país é de 0,71 por 100 mil habitantes. O vírus transmite-se com maior facilidade no inverno, por isso os países das regiões tropicais e do Hemisfério Sul passaram a registrar em geral, queda do número dos casos e de mortes a partir da primavera de 2009 de setembro.
As vacinas e medicamentos contra o vírus influenza A(H1N1) exige uma vacina nova para ser combatido, nos Estados Unidos o governo anunciou no fim de outubro a aceleração na produção e distribuição de uma vacina, esperando aumentar estoque de 23,2 milhões para 150 milhões de doses, até dezembro. No mesmo mês a Alemanha começou a vacinação de profissionais relacionados aos serviços de emergências e de saúde pública, até novembro o governo alemão pretende vacinar 65 milhões de habitantes dos 82 milhões. Em São Paulo o instituto Butantã anunciava em outubro entregar ao Ministério da Saúde a primeira leva de 30 milhões de doses para a vacinação contra a gripe sazonal, em 2010. Logo no início da pandemia, os maiores laboratórios farmacêuticos anunciaram investimentos pesados para desenvolver drogas contra a influenza A. Os casos mais graves da doença estão sendo tratados com antivirais oseltamivir (comercializado com o nome de Tamiflu) e zanamivir (Relenza), que inibem a reprodução do vírus no organismo, com o surgimento dos casos em que o paciente não responde ao tratamento com Tamiflu e diante da ameaça do reaparecimento de outras gerações de vírus resistentes ao medicamentos em uso, o governo norte- americano liberou em outubro em caráter de emergência um novo antiviral peramivir, ainda em fase de testes clínicos, para serem utilizados apenas nos pacientes que não responderam ao tratamento com os medicamentos tradicionais



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