O diabetes tem nome científico de diabetes mellitus, é uma doença crônica provocada pela deficiência na produção do hormônio insulina pelo pâncreas ou pela dificuldade do organismo de utilizar a insulina produzida por ele. Como resultado as células não conseguem captar do sangue sua principal fonte de energia, a glicose que se acumula no sangue, causando problemas sérios, em vários órgãos, como o coração, vasos sanguíneos, olhos, rins, pele e nervos. Existem diversos tipos de diabetes, mas os mais comuns são do tipo 1, também conhecido como insulino-dependente ou juvenil (por atingir sobretudo crianças e adolescentes), O diabetes do tipo2 ou não insulino-dependente. O diabetes tipo1 afeta pacientes com menos de 30 anos e logo os sintomas aparecem: sede e fome excessivas, aumento da quantidade de urina e da frequência de urinar, emagrecimento, cansaço, fraqueza, irritabilidade, náuseas, vômitos, infecções de pele e problemas de visão.
É uma doença autoimune, na qual o organismo começa a destruir as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. No diabetes tipo2, que representa 90% dos casos no mundo inteiro, o pâncreas perde parcial ou inteiramente a capacidade de produzir insulina e tem como principal fator de risco a obesidade e costuma se manifestar após os 40 anos, podendo passar despercebido por até 7 anos. Entre outras formas da moléstia estão a que ocorre durante a gravidez(diabete gestacional), a decorrente da velhice(diabete senil) e a resultante de lesões no pâncreas causadas por alcoolismo ou tumores.
A tendência de desenvolver o diabetes é transmitida geneticamente, mas os hábitos de vida de cada indivíduo são determinantes para ativar a doença, a obesidade é o maior fator de risco, por isso a principal ação preventiva é o controle de peso. As complicações classificam-se em agudas e crônicas. As agudas são a hiperglicimia( nível elevado de glicose no sangue, com risco de coma diabético) e a hipoglicimia(baixa quantidade de glicose no sangue), as crônicas são as que se instalam com o tempo. As mais comuns são a perda da visão e os problemas circulatórios, que provocam a arteriosclerose e trombose, essas podem levar a amputação de membros, ao infarto do miocárdio e a problemas renais.
Para enfrentar a doença, o paciente diabético tipo1 tem de tomar injeções diárias de insulina, além de fazer um controle rígido do nével de glicose no sangue e na urina. Os pacientes com diabetes do tipo2 seguem um tratamento a base de remédios que estimulam a produção de insulina pelo pâncreas para normalizar a glicemia (taxa de açucar no sangue) e a ação de insulina sobre as células. Nos períodos de desequilíbrios, podem ser necessárias injeções de insulina. Nos dois tipos, o controle da ingestão de carboidratos é imprescindível, já que o açucar e os amidos se transformam em glicose no organismo. Exercícios físicos também são importantes porque o aumento do trabalho muscular consome a glicose e contribui para melhorar as condições do sistema cardiovascular.



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